AS CONVERSAS ENTRE CLAPTON E DEUS!

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No inícios dos anos 60, as paredes do metrô de Londres começaram a ser cobertas por estranhas pixações, que diziam “Eric is God”. O Deus, no caso, era Eric Clapton, guitarrista que, para muitos dos seus fãs, só conseguia fazer o que fazia com a guitarra não porque tinha dons divinos, mas sim porque era o próprio Deus.

Eric nunca deu muita bola para essa baboseira toda, já que seu principal objetivo, desde que empunhou uma guitarra, era virar negro. Bem, isso nem os poderes divinos de Eric conseguiram. Ele continua sendo um branquelo, mas sua alma, essa sim, com certeza, mudou de cor, ficou negra, negra como o blues.

Aqui uma seleção de performances de Clapton, sendo que as duas primeiras – interpretações de Crossroads, um clássico do lendário bluesman Robert Johnson – são separadas por um mar de heroína e álcool, no qual o guitarrista mergulhou durante tenebrosos anos, mas do qual emergiu com força e carisma redobrados.

Na seqüência, versões elétrica e acústica de Layla, um clássico de Clapton e ode a uma das de suas grandes paixões, Pattie Boyd, ex-mulher de um de seus maiores amigos, o falecido beatle George Harrison (o desespero na melodia e interpretação não é, portanto, gratuito). Outro vídeo que merece destaque é Tears in Haven, canção que o guitarrista dedicou a seu filho de quatro ano que morreu ao cair da janela de um prédio. Na época, muita gente apostou que Clapton cairia de boca novamente na heroína e no álcool, mas o sujeito segurou e foi adiante. E Tears in Heaven tem certamente muito a ver com essa segurada de barra.

Finalizando, outro clássico do blues e também de Robert Johnson, Sweet Home Chicago, interpreado por Buddy Guy, considerado o inspirador de Jimi Hendrix, e tendo como acompanhantes, além do proprio Clapton, alguns outros monstros da guitarra e do blues, como Robert Cray e Jimmie Vaughan (irmão do falecido Stevie Ray Vaughan). A apresentação aconteceu durante o Crossroads Guitar Festival de 2004 , um show promovido por Clapton, no Texas, com renda revertida para Crossroads Foudation, uma organização sem fins lucrativos que oferece tratamento para dependentes químicos ( neste sábado, 28/07, está sendo realizado outro festival, agora em Chicago). Ah, e no meio de tudo isso você podem ver também o vídeo de Old Love, durante um show no Hyde Park, em Londres, e Groaning the Blues, clássico de Willie Dixon, outro bluesman legendário.

Então, com vocês, Deus, quer dizer, Eric Clapton.

Cream – Crossroads live 1968

Eric Clapton – Crossroads

Layla (live)

Layla Acustic

Old Love (Live In Hyde Park)

Tears in Heaven

Groaning The Blues

Buddy Guy – Sweet Home Chicago

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3 Respostas para “AS CONVERSAS ENTRE CLAPTON E DEUS!

  1. Porra, o cara simplesmente era o melhor amigo do Deus Negro –> James Marshall Hendrix, mais conhecido por Jimi Hendrix.
    😎
    Que dupla, hein!

  2. Qualquer hora eles se encontram numa Parada aí!

    Cuervo Borratcho!

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