SOM NA CAIXA, PORRA!

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Quando Caetano e Gil “descobriram” os Mutantes, no início do Tropicalismo, a mídia começou a querer saber o que eles achavam de tudo e de todos. E, em determinada entrevista, os três então adolescentes paulistanos disseram que não gostavam de nenhum cantor brasileiro, nem mesmo de Roberto Carlos, um ídolo para os tropicalistas. Havia, porém, uma exceção, um tal de Tim Maia, no qual pouca gente prestava atenção, embora algumas de suas músicas já começassem a tocar com relativa freqüência em algumas rádios.

Na verdade, Tim havia começado a cantar, tocar e compor com o próprio Roberto, com Erasmo Carlos e Jorge Ben, no tempo em que eles pertenciam à turma da Tijuca, no Rio de Janeiro. Tim, contudo, resolveu tentar a sorte nos EUA, onde fez de tudo um pouco, inclusive tocar com músicos locais, mas acabou sendo preso e deportado.

Quando chegou aqui de novo, Roberto e Erasmo já tinham embarcado no sucesso da Jovem Guarda e Tim não se enquadrava em nenhum dos modelos então em voga, já que o negócio dele era soul e funk, duas coisas das quais muito pouco gente sabia se tratar por aqui e muito menos gente ainda gostava. Por isso, o cantor e compositor ficou no limbo durante um bom tempo, até que , Gerson King Combo, a Banda Black Rio e outros outros músicos, na maioria cariocas, começaram a abrir caminho para o tipo de som do qual Tim era o precursor (e mentor).

Em recente entrevista, o jornalista e escritor Nélson Motta, que está escrevendo um livro sobre Tim, declarou que o cantor e compositor foi a “figura mais livre” que ele conheceu, tendo pagado um alto preço por, quase sempre, fazer exatamente o que queria, inclusive não comparecer aos shows agendados e depois pagar as respectivas multas contratuais. Essas e outras tantas loucuras atribuídas a Tim fizeram, segundo Nélson Motta, com que o folclore em torno do artista de certa forma empanasse um pouco seu enorme talento e a sua grande importância no cenário musical brasileiro.

De qualquer maneira, depois da sua morte (precoce), Tim vem, gradativamente, recebendo o reconhecimento que merece. O Parada quer contribuir um pouquinho com isso. Então, aqui postamos alguns vídeos de Tim, em diversas fases de sua carreira e em divesos tipos de apresentações, das mais – digamos – caretas às mais – digamos – piradas. Em todas elas, contudo, a comprovação de que Tim foi e continua sendo um dos maiores. Devido ao número de vídeos, a página certamente vai demorar um pouquinho mais pra carregar, então nossas desculpas antecipadas, mas é que foi impossível fazer uma selação “racional” do material. Por isso, como dizia o Tim, SOM NA CAIXA, PORRA!

Tim Maia

Tim Maia – Gostava Tanto de Você

Tim Maia Especial – (04) – Você

Tim Maia – Telefone


Programa do Jô – Tim Maia

Tim Maia Especial – (07) – Eu e Você, Você e Eu

Tim Maia – Me dê motivo

Tim Maia-Descobridor Dos Sete Mares

Tim Maia – Essa Tal Felicidade

Tim Maia-Do Leme Ao Pontal

Tim Maia Especial – (10) Sossego

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Uma resposta para “SOM NA CAIXA, PORRA!

  1. A frase que eu mais gosto do Tim, e que, confesso, geralmente uso, é a seguinte:

    – Quer me dar um presente? Me dá em dinheiro, porra…

    Hehehehehehe, o cara é mestre 😎

    Abrasss

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