TRÊS DIAS EM AGOSTO

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O que você pretende fazer entre 4ª e 6ª feira da semana que vem, mais exatamente entre os dias 15 e 17? Bom, isso não importa muito agora, mas, se estivéssemos em agosto de 1969, você poderia participar de um dos eventos mais marcantes do final do século passado, o Festival de Woodstock, que reuniu cerca de 300 mil pessoas em Bethel, uma localidade rural no Estado de Nova York, nos EUA.

Embora, na época, já tivessem sido realizados alguns festivais de música (o mais famoso deles o de Monterey, em 1967), Woodstock foi único por vários fatores. Em primeiro lugar, nunca um evento do tipo tinha conseguido reunir público tão numeroso e jamais havia se armado até então uma mega infra-estrutura que suportasse três dias de shows praticamente ininterrruptos.

Alguns fatos, contudo, foram ainda mais significativos, como, por exemplo, Woodstock ter se transformado no catalisador de todas as correntes da então borbulhante contracultura norte-americana, bombada a muita música, drogas e tendências políticas as mais diversas e exóticas possíveis, tendo como pano de fundo para tudo isso uma guerra do Vietnã em seu auge de loucura. E, no festival, a música, como já vinha acontecendo nos últimos anos, foi a trilha sonora para as demonstrações de todo esse caledoscópio cultural, político e social.

Mas Woodstock apresentou também uma característica muito especial, pois reuniu músicos que simplesmente se encontravam no auge de sua criatividade e de seu vigor.

No Brasil, o festival foi bastante “vivenciado” através do disco (triplo) e do filme homônimo. O interessante é que, embora tivesse mais de três horas de duração, o filme era assistido várias vezes por um público fiel, que comparecia seguidamente às salas de exibição para rever as performances dos músicos e cantores, cujos solos, caretas, gritos, sussuros, graves e agudos eram acompanhados na tela com devotada veneração, como se aqueles artistas fossem verdadeiros super-heróis numa luta sem tréguas entre o bem e o mal, ou, se preferirem, entre a liberdade e a caretice.

Muitos consideram que Wookdstock, ou a Nação Woodstock, como ficou também conhecida aquela reunião de milhares de jovens naqueles três dias de agosto de 69, foi o apogeu do Movimento Hippie, sendo o Festival de Altamont, realizado pelos Rolling Stones em dezembro daquele mesmo ano, a sua derrocada. Esse, no entanto, é um outro papo, para um outro dia.

Agora é hora de celebração, celebração de um tempo onde tudo parecia ser possível, até a paz e o amor.

Woodstock Opening Ultra Rare Film

Hendrix at Woodstock

Jefferson Airplane-Somebody to love live from woodstock 69′

Santana – Soul Sacrifice (Woodstock 1969)

Janis Joplin- Try (Live at Woodstock 69)

Ten Years After – I’m Going Home (live Woodstock ’69)

Crosby Stills and Nash – Suite Judy Blue Eyes (Woodstock 69)

Joe Cocker – A Little Help From My Friends – Woodstock 1969

Canned Heat-Woodstock ’69

The Who – My Generation [Woodstock 1969]

Richie Havens at Woodstock

Sly & The Family Stone – I Want To Take You Higher

JOHN SEBASTIAN – DARLIN’ BE HOME SOON – WOODSTOCK 1969

Country Joe McDonald – I Feel Like (Woodstock 1969)

Woodstock ?????? (1970)

corvo21.jpg

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3 Respostas para “TRÊS DIAS EM AGOSTO

  1. Caraaaaaaaaaaiooo!!!!

    Apesar de ter somente “tuenti faive iêrs old”, vejo esses filmes e me arrepio…

    Irado, mto irado 😎

  2. Nós também nos arrepiamos. Engraçado que bem mais agora do que na época. Na época parecia mais “normal”.

  3. dava uma semana da minha vida p ter estado la nesses 3 dias!!!!

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