O GRANDE ULTRAJE

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Durante uma entrevista, Fernando Gabeira, ainda e tão somente um ex-guerrilheiro que tinha virado (bom) escritor e que acabava de voltar do exílio, disse que havia achado “Inútil”, a música do Ultraje a Rigor , que na época não parava de tocar no rádio, “uma coisa pouco patriótica”. Do outro lado do gravador, quer dizer, entrevistando Gabeira, eu pensei com os meus botões: “O Gabeira tem uma puta cabeça, mas acho que nessa ele pisou na banana, não entendeu o que os caras estão falando.” Reflexões políticas e filosóficas à parte, quando se fala em rock nacional, pouca gente dá ao Ultraje o valor que a banda, isto é, Roger Moreira e seus músicos de plantão, merece.

Tem gente discutindo até hoje onde “nasceu” o tal rock nacional do início dos anos 80. Uns dizem que foi em Brasília, com Legião e Paralamas; outros no Rio, com a Blitz e o Barão Vermelho, e outros em São Paulo, com o Ira! e o Ultraje. Discussões sobre o ovo e a galinha à parte, não há dúvida de que o Ultraje teve participação fundamental nesse “crime”. E não só apenas no som (o mais rock and roll de todas as bandas aqui citadas), mas também nas letras e, principalmente, na postura. Hoje, o Ultraje, com mais uma formação-relâmpago de (ótimos) músicos recrutada por Roger, continua se apresentando em circuitos, digamos, alternativos. Sua última inserção no mainstream foi com o Acústivo MTV, em 2005, cujo DVD vale a pena ser batalhado por aí. Então, agora, o Ultraje vai invadir a Parada.

Ultraje a Rigor – Nós Vamos Invadir Sua Praia (VMB 2005)

Ultraje a Rigor na MTV

Tio Wilson – Fanatico MTV – Ultraje a Rigor

Ultraje a Rigor – SEXO

Ultraje a Rigor-Eu gosto é de Mulher-Cassino do Chacrinha

Ultraje a Rigor ao vivo no Rock In Rio 3

Manito (Os Incriveis) com Ultraje a Rigor – 22-23/06/2005

Ultraje a Rigor no Marilia Gabi Gabriela – Band – 1986

Ultraje a Rigor – Nada a Declarar (Clipe)

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3 Respostas para “O GRANDE ULTRAJE

  1. O Gabeira, né? Hummm… Que dizer? O que mais lembro de sua volta ao Brasil é que foi no Verão da Lata e que gostei bem mais da lata. Ele era um guerrilheiro de merda, que conseguiu escrever um manifesto com seu próprio estilo de escrever no jornal que trabalhava. Dá pra acreditar num cara desse? Virou filhote da mídia, passador de informação pros amigos escolhidos, pavão que só. Não é que ele tava equivocado com o “Inútil”, viu Corvobêbado, a gente é que tava equivocado com aquele otário.

  2. Poder ser, pode ser…Abraços, Corvobêbado!

  3. O Gabeira falou muita besteira naquele verão. Também pudera, era consultado sobre todo e qualquer assunto por diversos setores da imprensa. Para ser sincero, a melhor lembrança que eu guardo do Gabeira naqueles dias é um artigo genial (e extremamente oportuno) que ele escreveu sobre o movimento rastafari num jornal bem legal, chamado CANJA, do Antonio Bivar e do Peninha Schmidt. Enquanto todo mundo tratava de colocar o recém-falecido Bob Marley no Sétimo Céu, lá veio o Gabeira batendo forte no estilo de vida praticado por eles lá na Jamaica, chamando a todos de aprendizes de bandidos e afirmando que a maneira deles tratarem as mulheres era no mínimo retrógrada e cruel. Foi bem na mosca. Tenho o artigo guardado até hoje.

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