OS STONES VÃO PRO SACO?

Os boatos sobre o fim dos Rolling Stones acontecem, na verdade, desde a “demissão” de Brian Jones. Ou é porque Keith Richards dessa vez não escapa, ou é porque Mick Jagger resolveu virar investidor na Bolsa de Tóquio ou é porque Charles Watts descobriu finalmente que queria ser escritor de novelas policiais ou porque Ron Wood entrou numa de que era o novo Picasso e achou uma idiotice ficar fazendo ronc-ronc-ronc numa guitarra velha junto com mais três velhinhos sem mais nada do que fazer na vida a não ser ficar tocando rock and roll só porque os velhinos gostam. Contudo, a única ameaça mais séria sobre o fim da “maior banda de rock and roll do mundo” aconteceu, há pouco, quando Keith caiu de uma árvore, bateu com a cabeça e teve que ser operado às pressas pra tirar um coágulo do cérebro. Tudo, porém, não passou de um susto e o pai do Pirata do Caribe continua contrariando as estatísticas sobre a morte prematura dos rock stars.

De qualquer forma, o que mais atiça os boatos sobre a separação da banda é quando Mick Jagger resolve lançar um disco solo. Nas três vezes em que isso aconteceu antes ( “She’s the Boss”, em 1985;“Primitive Cool”, em 1987, e “Wandering Spirit”, em1992), teve gente que jurava que Mick e Keith haviam rompido pra valer e não conseguiam mais olhar um na cara do outro. E isso era ainda mais alimentado pelo fato dos discos do vocalista, com a – quase – exceção de “Wandering”, serem cheios de glassê, se comparados aos discos solos de Richards, “Talk is Cheap”, de 88, e “Live at the Hollyood Palladium” , de 91, “Main Offender”, de 92.

Agora, em meados de agosto, começou a circular a informação de que Jagger lançaria mais um novo disco, que, segundo se comentava, havia sido gravado em completo segredo antes do início da excursão de A Bigger Bang. Mesmo depois que se descobriu de que o novo álbum era, na verdade, uma coletânea dos outros três discos, os boatos sobre a separação voltaram com força total. E toda essa história está contada em detalhes no blog do Gustavo Brigatti, Ziper na Boca.

Embora os Stones, com exceção de Ron Wood, que negou a separação, tenham ficado de bico calado a respeito das especulações sobre o fim da banda (Jagger e, principalmente, Richards adoram o estilo “quanto mais confusão melhor”), a onda de boatos se evaporou como surgiu, do nada. Acontece que, por incrível que pareça, o lançamento oficial da tal coletânea, que tem o título de gosto pra lá de duvidoso “The Very Best of Mick Jagger” e está sendo vendida na Grã-Bretanha desde a última quarta-feira, voltou a colocar lenha na fogueira, e os tablóides britânicos só falam do “fim irrreversível” dos Stones em suas manchetes. Ou seja, na falta de assunto melhor, até coletânea de “grandes sucessos” do cantor da banda manda os Stones pro saco de novo.

Bom, enquanto eles não decidem ir pro saco por vontade própria, aí vão quatro momentos de “pura decadência” dos titios, sendo os dois últimos já com o titio Keith com seu cérebro devidamente circuncisado.

The Rolling Stones 2007

rolling stones-jumpin´jack flash live

Rolling Stones – You Got Me Rockin

Rolling Stones – Start Me Up (Isle Of Wight Festival 2007)

Anúncios

2 Respostas para “OS STONES VÃO PRO SACO?

  1. Bom, eu acho que os Stones bem que poderiam seguir o conselho do próprio Keith Richards naquela canção do disco “Some Girls” chamada “Before They Make me Run”. Eu não vejo sentido em mais nenhum disco de inéditas da banda, ainda mais depois do último, “A Bigger Bang”, ter passado completamente batido e ter caído rapidamente no esquecimento dos poucos que tentaram prestar alguma atenção nele. Jagger tem mais é que montar uma banda nova de verdade e apostar em sua carreira solo, pois o mundo está precisando de um soul singer branco com o gabarito dele. E Keith deveria retomar os Expensive Winos, que é a banda de rock and roll mais divertida que o dinheiro pode comprar, e cair na estrada, como fez quinze anos atrás. Quanto a Ronnie…bem, não haverão de faltar festas e galerias de arte que o recebam bem pelo mundo afora. Além do mais, ele sempre terá Rod Stewart pedindo para que ele volte ao lar. Já Charlie Watts tem muito o que fazer pelo jazz, pela equitação e pela literatura policial. E então, daqui a uns 5 ou 6 anos, os Stones poderão voltar, devidamente reinventados, cercados por filhos e netos, cantando e tocando sentados em palcos menores como seus velhos ídolos do blues, até porquê está na hora de baixar a bola antes que o público os ponha para correr.

  2. eu adoro os Stones de qualquer forma. Estâo há tanto tempo na vanguarda que da dó vê -los parando. Eles deviam cumprir, também a promessa de Start me Up : “If you start me up, if you start me up I’ll never stop, I’ll never stop… curto todos os seus CDs e DVDs e acho que Mick e Keith deveriam dar um tempo (pra viajar, contar histórias, tomar uns copos de vodca e principalmente compor bastante.) e voltar com força total. Já Ron eu não sei ele é tão chato com seus quadros mirabolantes que não qual seria sua ocupação se não fosse guitarrista e pintor. Já Charlie poderia escrever um livro com segredos de bateria e como aturar o ego de 2 guitarristas um cantor rebolador. Vale a pena esperar pelos pedras rolantes.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s